As hiperligações II – o ceas

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A apresentação formal deste Centro de Estudos remeto-a para o site. Ele está aqui pelo seu dinamismo. No campo da antropologia parece-me ser o mais aberto dos centros de investigação – a biblioteca e a videoteca são óptimas vias de entrada e, juntamente com a assinatura da revista Etnográfica, valem bem o valor das cotas de sócio. Para além destes “valores fixos” o CEAS organiza iniciativas que bastem para que mereça da nossa parte o grande prémio para a “divulgação da antropologia” (coisa sempre urgente e nunca demais) – assinalo aqui e a título de exemplo os Livros de Antropologia em Diálogo que regularmente levam até à Livraria Bulhosa e com entrada livre, os antropólogos mais bem falantes da nossa praça a propósito de uma selecção bibliográfica suficientemente generalista que sirva tanto a estudantes de antropologia como a um público interessado, incluindo os incautos bibilofilos apanhados na Bulhosa durante o evento.

Mas não é só. Destacamos a actividade do Núcleo de Antropologia Visual para a divulgação do documentarismo e de “um outro olhar” sobre a realidade social. A validade do documentário como ferramenta científica gera proficuas discussões mas quem não gosta de um bom filme, nem que seja para nos alimentar o ego disciplinar? Por mim, gosto - embora sinta a falta do texto, o conhecimento intuitivo e as pistas que o filme etnográfico promove não são desprezíveis (vou fazer este ano a cadeira de Antropologia Visual e depois pode ser que volte ao assunto).

A mais, chamar a atenção para uma Antropologia da Educação. “As crianças são o futuro” e, para além da reflexão que o tema merece, os antropólogos dominam uma linguagem que urge entrar nas escolas. Não conheço bem a  Antropologia da Educação do CEAS, nem sei se a investigação continua activa (era/é da responsabilidade do prof. Raúl Iturra) mas a ideia de uma refexão sobre o tema é pertinente e, volto a frisar, situa-se num campo em que a antropologia pode ter um papel importante a desempenhar no sentido de introduzir na escola uma nova linguagem para falar de nós e dos “outros” – o idioma do primitvo. Fica também aqui a promessa de desenvolver o tema em posteriores posts.

Resta dizer que há mais no CEAS, principalmente ao nível da formação e da produção científica e que fica a hiperligação para quem procure recursos e outros links de interesse.


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